Foi muito difícil para minha família. Principalmente, aceitar q eu "a gde fortaleza da casa","a baladeira ", simplesmente não sentia maus vontade de continuar a viver.
Após uma discussão com um namorado e um desespero profundo, resolvi q dormiria para sempre. Ms Deus me fez alertar à todos q eu amava naquela noite. Então, comecei a me despedir de algumas pessoas.
Minha mãe achou tudo muito estranho e antes mesmo de o remédio começar à fazer efeito, correu comigo para o pronto socorro.
Não é falta de amor pelos seus, ms falra de amor por si e pela vida.
Uma correria se instalou em minha casa, em minha família e enfim fui hospitalizada. Isso msm, foi o melhor ora mim naquele momento. Meu trabalho, q eu tanto adorava já não tinha sentido, minha sobrinha q eu tanto amava já não qria estar perto dela, tudo mudou naquele momento.
Aprendi que, clínicas psiquiátricas não são tão ruins assim, principalmente, se o intuito é lhe tirar daquela crise existencial.
Passei meu aniversário de 2013 com pessoas q mal me conheciam, ms aparentemente me desejavam o bem.
Eu aprendi muita coisa.
"A vida é a variedade. Assim como o paladar pede sabores diversos, assim a alma exige novas impressões." Coelho Neto
terça-feira, 15 de julho de 2014
A Segunda vez...
segunda-feira, 30 de junho de 2014
A Doença anatomicamente falando.
A
depressão é uma síndrome cujas reações no organismo são muito mais amplas do
que as alterações de humor perceptíveis. Ela engloba desde a deficiência no
nível de alguns neurotransmissores – serotonina, noradrenalina e dopamina – até
alterações em níveis hormonais. Com menos “mensageiros”, a comunicação entre neurônios
fica prejudicada e também a regulação das funções desses neurônios. A partir
daí, o corpo – e a mente – começam a padecer. A deficiência de
neurotransmissores traz ainda a diminuição de substâncias protetoras dos
neurônios, podendo causar inclusive morte de células cerebrais.
Os sintomas da depressão ocorrem devido a alterações no processamento de informações e disfunções na transmissão de sinais entre neurônios, em diferentes regiões do cérebro, segue alguns:
A depressão pode tornar-se crônica por conta da disfunção do cortisol. Nestes casos, quanto mais tempo demora para o paciente receber o tratamento correto, menores são as chances de sucesso.
Os sintomas da depressão ocorrem devido a alterações no processamento de informações e disfunções na transmissão de sinais entre neurônios, em diferentes regiões do cérebro, segue alguns:
- Fadiga Córtex pré-frontal
- Núcleo estriado
- Córtex pré-frontal
- Hipotálamo
- Tálamo
A depressão pode tornar-se crônica por conta da disfunção do cortisol. Nestes casos, quanto mais tempo demora para o paciente receber o tratamento correto, menores são as chances de sucesso.
TRATAMENTO DA DEPRESSÃO - EVOLUÇÃO
Tricíclicos - Primeira geração de
antidepressivos, muito eficazes, atuam bloqueando o “transporte” dos três
principais neurotransmissores relacionados à depressão: serotonina,
noradrenalina e dopamina. Como causam muitos efeitos colaterais, a adesão ao
tratamento fica prejudicada.
IMAO - inibidores da monoaminaoxidase. A monoaminaoxidase é uma enzima responsável por “desativar” a serotonina, a noradrenalina e dopamina. Assim, os medicamentos IMAOs agem diretamente nesta enzima, a fim de aumentar a disponibilidade dos três neurotransmissores que têm papel importante na depressão.
ISRS - inibidores seletivos de receptação de serotonina. Com mecanismo de ação focado no bloqueio da serotonina, esses medicamentos possuem menos eventos adversos do que os medicamentos anteriores a ele. Conhecida como segunda geração de antidepressivos, a classe é uma das mais utilizadas para a depressão, melhora a adesão do paciente ao tratamento, mas não possui a mesma eficácia dos tricíclicos.
IRSN ou Duais - inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina. Conhecidos como terceira geração de antidepressivos, esses medicamentos atuam sobre os neurotransmissores serotonina e noradrenalina e aliam eficácia no controle da doença com menor interação medicamentosa e menos efeitos colaterais.
IMAO - inibidores da monoaminaoxidase. A monoaminaoxidase é uma enzima responsável por “desativar” a serotonina, a noradrenalina e dopamina. Assim, os medicamentos IMAOs agem diretamente nesta enzima, a fim de aumentar a disponibilidade dos três neurotransmissores que têm papel importante na depressão.
ISRS - inibidores seletivos de receptação de serotonina. Com mecanismo de ação focado no bloqueio da serotonina, esses medicamentos possuem menos eventos adversos do que os medicamentos anteriores a ele. Conhecida como segunda geração de antidepressivos, a classe é uma das mais utilizadas para a depressão, melhora a adesão do paciente ao tratamento, mas não possui a mesma eficácia dos tricíclicos.
IRSN ou Duais - inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina. Conhecidos como terceira geração de antidepressivos, esses medicamentos atuam sobre os neurotransmissores serotonina e noradrenalina e aliam eficácia no controle da doença com menor interação medicamentosa e menos efeitos colaterais.
domingo, 29 de junho de 2014
Noradrenalina e a Dopamina, o que representam na doença?
Noradrenalina
“Ela
influencia o nosso humor, felicidade, prazer, entusiasmo, autoconfiança e o
estado de alerta.”
A noradrenalina
é o neurotransmissor libertado pelos nossos neurônios, que mais influencia o
nosso humor, felicidade, prazer, entusiasmo, autoconfiança e o estado de
alerta. Outro importante neurotransmissor é a serotonina, que também interfere
com alguns sintomas emocionais como a agressividade e impulsividade, para além
de influenciar o apetite, comportamento sexual e dor.
Quando estes dois neurotransmissores existem em
quantidades normais, nas ligações dos neurônios, não é sentido qualquer tipo de
sintoma de depressão, seja ele físico ou emocional. Porém, uma pessoa deprimida
não tem a quantidade suficiente de noradrenalina e serotonina nas ligações
entre os neurônios.
O tratamento com antidepressivos, seguido de acordo
com a prescrição do médico, aumenta a disponibilidade de noradrenalina e
serotonina para que se obtenham níveis normais.
A noradrenalina é apenas um complemento e/ou
coadjuvante com a serotonina.
Dopamina
“É sabido que a dopamina é
importante nas vias da satisfação.”
Fontes: PsiqWeb
e Saia do Escuro
sábado, 28 de junho de 2014
Serotonina o que representa na doença?
“Ela regula
sono, humor, apetite e ainda ajuda a combater a enxaqueca”
Os neurotransmissores representam os mensageiros do
cérebro. Eles são substâncias químicas que permitem que os neurônios passem
sinais entre si e para outras células do corpo, o que os torna importantíssimos
em nossas funções vitais. Há muitas funções e muitos neurotransmissores, mas um
deles merece destaque: a serotonina.
A serotonina
é responsável pelo estado de vigília de nosso cérebro, ou seja, ela que nos
deixa em alerta. Para que uma pessoa tenha um sono adequado, ela age de duas
formas diferentes. A princípio, regula a primeira fase do sono,
chamada de "sono lento". No entanto, explica a neurologista Dalva
Lucia Rollemberg Poyares, da Unifesp, para que a fase mais profunda aconteça -
o sono REM -, esse neurotransmissor deve estar inibido.
Depressão e outros distúrbios de humor
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a depressão não
significa, exatamente, a falta de serotonina em nosso organismo. A crença
talvez tenha vindo da efetividade da ação de antidepressivos que aumentam a
disponibilidade do neurotransmissor no cérebro. A neurologista Dalva Lucia
Poyares explica que, na verdade, o que acontece em casos de depressão, ansiedade e
outros distúrbios afetivos, é que a transmissão de serotonina não está tão
efetiva quanto deveria.
"Alguns antidepressivos atuam inibindo
seletivamente a recaptação da serotonina,
aumentando dessa forma a quantidade dela nos espaços entre os neurônios,
facilitando a neurotransmissão. Isso faz com que a pessoa tenha o seu humor
melhorado, diminuindo também a ansiedade e irritabilidade", pormenoriza o
neurologista Roberto Godoy, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.
"O remédio não vai fazer produzir serotonina, ele vai fazer com que ela
não seja degradada. Ele funciona como inibidor da recaptação", completa a
neurologista Rosa Hasan.
A serotonina
é um dos neurotransmissores responsáveis pelo humor. Estando com transmissão
inadequada, é natural que o indivíduo se sinta irritado, mal-humorado, ansioso,
impaciente, irritadiço, propenso a chorar etc. Melhorando a qualidade da
transmissão, logo existe o alívio deste quadro. O nível adequado de transmissão
evita também casos de agressividade, já que o neurotransmissor está ligado ao
controle de impulsos em nosso sistema límbico.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
E os sentimentos continuaram...
Um
dia percebi que não queria mais nada. Nada mais valia a pena, nem a vida.
Me
perguntava: “O que eu tinha?”, “Quem eu era?” “O que eu significava para mim
mesma?” e a resposta era sempre a mesma: “Nada”
Um
NADA bem grande e me sentia um monte de merda boiando na lagoa. De mãos e pés
atados, sem nada poder fazer por ninguém, nem por mim mesma.
Porém
o que mais me incomodava era a sensação de desespero terrível que não conseguia
acalmar, abrandar.
Orava
feito louca; não que eu não acreditasse, pois sempre acreditei que “Não
existisse oração sem resposta!”, mas parecia piorar ao invés de melhorar aquele
desespero...
Em
uma das crises, minha mãe me disse (pq eu não me lembro), que eu estava
agarrada as pernas, com a cabeça na parede e batendo a cabeça e dizendo “Não
vou, não vou, não vou!”. Ela disse que não entendia nada, pois eu chorava muito
e com tanto desespero.
Correram
comigo para o psiquiatra, e enquanto eu esperava só fazia chorar, queria sair
correndo, me sentindo sozinha e vazia. Não me importava nem um pouco se as
pessoas estavam olhando ou não, o que falavam ou o que pensavam, eu queria
minha cama, meu travesseiro, ficar sozinha e no meu escuro.
Sair
com os amigos???? Tá louca??? De forma alguma. Só a minha cama, o meu mundo, o
meu vazio.
Trabalhar
estava sendo um grande fardo pra mim.
Existir
estava sendo um grande desperdício.
Viver
estava sendo o maior de todos os desesperos.
Alterações de humor e afetividade
Obviamente, o paciente deprimido
manifesta o humor depressivo.
Os reflexos mais típicos desse tipo de humor são os sintomas de angústia,
tristeza, vazio, desesperança, desânimo, enfim, a sensação popularmente
conhecida como "baixo astral".
Entretanto,
para surpresa do público leigo, nem sempre a tristeza clássica está presente no Episódio Depressivo. Algumas
vezes, de acordo com determinados traços de personalidade, o paciente pode não
manifestar sentimento de tristeza e concentrar suas queixas em somatizações, em
dores e outras queixas físicas, tais como cefaléia, dor de estômago, dor no
peito, tonturas, etc.
Apesar
disso, a atitude da pessoa com humor
depressivo, mesmo sem as queixas de tristeza, pode ser percebido
indiretamente por sua expressão facial, pelo olhar triste, fixo e sem brilho,
pelos ombros caídos e por uma notável tendência ao choro e hipersensibilidade
sentimental (Bleuler, 1985). Antigamente falava-se em Depressão Mascarada, para se
referir a esses casos de depressão sem tristeza mas com muitos outros sintomas.
O humor de pacientes deprimidos pode ser
irritável, por causa da tendência a sentir-se facilmente
incomodado por tudo, mal-humorado, com baixo limiar de tolerância para
frustração. Esse quadro de irritabilidade e explosividade no humor depressivo é uma das manifestações depressivas
mais comuns em crianças e adolescentes.
Os
deprimidos podem perder a capacidade de sentir prazer, o que os leva ao
abandono de atividades anteriormente prazerosas e ao desinteresse por amigos e
familiares. Em casos mais graves pode haver incapacidade de experimentar
qualquer tipo de emoção, dando a impressão que nada mais interessa ou vale a
pena. Nas alterações da afetividade chamei esse estado de “egoísmo afetivo”,
colocado entre aspas para sugerir o aspecto involuntário desse egoísmo.
Fonte: PsiqWeb
terça-feira, 24 de junho de 2014
A depressão é uma doença. Sim!!!!!
Há
uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo
deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina,
noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem
impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das
células nervosas também estão envolvidos.
Ao
contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais,
muitas vezes, são conseqüência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o
estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que
provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da
depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada
cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.
São
sintomas de depressão:
·
Humor
depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia;
·
Desânimo,
cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;
·
Diminuição
ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente
consideradas agradáveis;
·
Desinteresse
e falta de motivação e apatia;
·
Falta
de vontade e indecisão;
·
Sentimentos
de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;
·
Pessimismo,
idéias freqüentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de
falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte;
·
A
pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio;
·
Interpretação distorcida e negativa da
realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento"
para si, os outros e o seu mundo;
·
Dificuldade
de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
·
Diminuição
do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação
prazerosa habitual) e da libido;
·
Perda
ou aumento do apetite e do peso;
·
Insônia
(dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono
muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do
horário habitual) ou, menos freqüentemente, aumento do sono (dorme demais e
mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo);
·
Dores
e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de
barriga, má digestão, azia, diarréia, constipação, flatulência, tensão na nuca
e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão
no peito, entre outros.
O
tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso. Existem mais de 30
antidepressivos disponíveis. Ao contrário do que alguns temem, essas medicações
não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam vício. A terapia é
simples e, de modo geral, não incapacita ou entorpece o paciente.
Alguns
pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar
anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios de
depressão. A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios,
nem cura a depressão.
A
técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar a
sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o
que diminui o impacto provocado pelo estresse.
Fonte:
Minha Vida
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