sexta-feira, 27 de junho de 2014

E os sentimentos continuaram...

Um dia percebi que não queria mais nada. Nada mais valia a pena, nem a vida.
Me perguntava: “O que eu tinha?”, “Quem eu era?” “O que eu significava para mim mesma?” e a resposta era sempre a mesma: “Nada”
Um NADA bem grande e me sentia um monte de merda boiando na lagoa. De mãos e pés atados, sem nada poder fazer por ninguém, nem por mim mesma.
Porém o que mais me incomodava era a sensação de desespero terrível que não conseguia acalmar, abrandar.
Orava feito louca; não que eu não acreditasse, pois sempre acreditei que “Não existisse oração sem resposta!”, mas parecia piorar ao invés de melhorar aquele desespero...
Em uma das crises, minha mãe me disse (pq eu não me lembro), que eu estava agarrada as pernas, com a cabeça na parede e batendo a cabeça e dizendo “Não vou, não vou, não vou!”. Ela disse que não entendia nada, pois eu chorava muito e com tanto desespero.
Correram comigo para o psiquiatra, e enquanto eu esperava só fazia chorar, queria sair correndo, me sentindo sozinha e vazia. Não me importava nem um pouco se as pessoas estavam olhando ou não, o que falavam ou o que pensavam, eu queria minha cama, meu travesseiro, ficar sozinha e no meu escuro.
Sair com os amigos???? Tá louca??? De forma alguma. Só a minha cama, o meu mundo, o meu vazio.
Trabalhar estava sendo um grande fardo pra mim.
Existir estava sendo um grande desperdício.
Viver estava sendo o maior de todos os desesperos.

Alterações de humor e afetividade


Obviamente, o paciente deprimido manifesta o humor depressivo. Os reflexos mais típicos desse tipo de humor são os sintomas de angústia, tristeza, vazio, desesperança, desânimo, enfim, a sensação popularmente conhecida como "baixo astral".

Entretanto, para surpresa do público leigo, nem sempre a tristeza clássica está presente no Episódio Depressivo. Algumas vezes, de acordo com determinados traços de personalidade, o paciente pode não manifestar sentimento de tristeza e concentrar suas queixas em somatizações, em dores e outras queixas físicas, tais como cefaléia, dor de estômago, dor no peito, tonturas, etc.

Apesar disso, a atitude da pessoa com humor depressivo, mesmo sem as queixas de tristeza, pode ser percebido indiretamente por sua expressão facial, pelo olhar triste, fixo e sem brilho, pelos ombros caídos e por uma notável tendência ao choro e hipersensibilidade sentimental (Bleuler, 1985). Antigamente falava-se em Depressão Mascarada, para se referir a esses casos de depressão sem tristeza mas com muitos outros sintomas.

O humor de pacientes deprimidos pode ser irritável, por causa da tendência a sentir-se facilmente incomodado por tudo, mal-humorado, com baixo limiar de tolerância para frustração. Esse quadro de irritabilidade e explosividade no humor depressivo é uma das manifestações depressivas mais comuns em crianças e adolescentes.

Os deprimidos podem perder a capacidade de sentir prazer, o que os leva ao abandono de atividades anteriormente prazerosas e ao desinteresse por amigos e familiares. Em casos mais graves pode haver incapacidade de experimentar qualquer tipo de emoção, dando a impressão que nada mais interessa ou vale a pena. Nas alterações da afetividade chamei esse estado de “egoísmo afetivo”, colocado entre aspas para sugerir o aspecto involuntário desse egoísmo.

Fonte: PsiqWeb

terça-feira, 24 de junho de 2014

A depressão é uma doença. Sim!!!!!


Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.

Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são conseqüência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.

São sintomas de depressão:
·         Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia;
·         Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;
·         Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;
·         Desinteresse e falta de motivação e apatia;
·         Falta de vontade e indecisão;
·         Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;
·         Pessimismo, idéias freqüentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte;
·         A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio;
·          Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo;
·         Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
·         Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido;
·         Perda ou aumento do apetite e do peso;
·         Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos freqüentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo);
·         Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarréia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

O tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso. Existem mais de 30 antidepressivos disponíveis. Ao contrário do que alguns temem, essas medicações não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam vício. A terapia é simples e, de modo geral, não incapacita ou entorpece o paciente.

Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios de depressão. A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios, nem cura a depressão.

A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar a sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelo estresse.

Fonte: Minha Vida



quinta-feira, 3 de abril de 2014

A primeira vez....

   Bom, apesar de saber que estou expondo por demais minha vida, acho que as pessoas precisam saber como é esse sentimento que nos leva à fazer loucuras.
Aquele foi um dia normal de trabalho, apesar de eu não estar normal. Durante o horário de trabalho por diversas vezes, me escondi para enxugar as lágrimas que escorriam sem eu querer. Não havia motivo de estar triste, eu apenas estava. A única que estava percebendo meu estado frágil e triste era a Patrícia, minha companheira de trabalho. A única que percebeu minha desmotivação, meu descontentamento, não com o trabalho mas com a vida.
Cheguei em casa normalmente como em todos os dias, fiz as coisas de sempre a não ser, dar tanta atenção à minha Coisinha, minha sobrinha. Se não fosse ela, por ela...
Me deitei e não queria conversar com ninguém, só queria ficar no escuro, pq dentro de mim existia uma vazio, um buraco, uma escuridão, uma tristeza que eu nunca havia sentido antes. Mesmo quando minha sobrinha entrou no quarto pra falar algo sobre a escola, pra mim teve importância.
Nunca gostei de chorar na frente de ninguém, nunca gostei de mostrar esse meu lado frágil, talvez seja por isso que muita gente se assustou com meu ato. 
Naquele dia tudo o que eu queria era sumir, desaparecer, acabar com  aquela sensação de desespero sem motivo, frustração, todos os sentimentos ruins reunidos na mesma hora. 
Minha pequena sobrinha me perguntou pq eu estava à chorar, mas eu não sabia o que dizer então, apenas a puxei pra perto de mim e fiquei abraçadinha, de conchinha, pra ver se passava aquele turbilhão de sentimentos.
Me sentia tão sozinha e não estava acostumada à isso, pois sempre tive um homem, um companheiro, um cúmplice, que era capaz de me fazer sorrir mesmo chorando. 
De repente, minha coisinha deitou-se em sua cama para dormir, pois no dia seguinte às 6 da manhã deveria levantar para a escola.
Então, continuei no escuro, chorando, me sentindo um lixo... Ela logo pegou no sono e eu não fiz barulho para não perturbar o sono da criança que era a única que iluminava minha vida, mas naquele dia não estava sendo assim... Acho que eu estava mesmo muito voltada pra dentro de mim e não estava enxergando minha princesa.
Senti que tinha que fazer algo pra acabar com aquilo, acabar com o que eu estava sentindo. Levantei da cama de repente e já tinha na mente o que deveria ser feito. Peguei meu barbeador, abri, tirei a lâmina e comecei a cortar o meu pulso.... Só que quando começou a arder eu olhei pra única pessoa que me fazia feliz, minha coisinha de Jesus. Foi quando eu parei e corri para o banheiro. Para lavar o que ainda não estava escorrendo.
Logo minha mãe percebeu que havia algo de errado e foi atrás de mim, eu falei que não era nada, mas MÃE tem um sexto sentido mais apurado do que qualquer mulher. Chamou minha cunhada, revirou o quarto e acho a lâmina. Me perguntando pra quê era aquilo, pq eu estava com uma lâmina de barbear embaixo do travesseiro. Logo, o desespero se instalou nela e ela ligou pra minha melhor amiga, que veio correndo... 
Levei um sermão daqueles, mas vi a preocupação no rosto de todos os que me rodeavam e me arrependi. Não me arrependi de ter feito, mas de ter chamado tanta atenção. Na minha cabeça eu já estava pensando num modo de não chamar atenção de ninguém e de não dar a oportunidade de me salvarem.
Esse sentimento de desespero, de tristeza, de vazio, que é diagnosticado como DEPRESSÃO, mas pra muitas pessoa é apenas frescura, falta do que fazer, falta de Deus no coração, falta de ocupação na cabeça ou até mesmo falta de um amor, namorado ou coisa parecida. Podem achar absurdo, mas escutei isso de pessoas que achei que iriam me ajudar, me apoiar, pessoas do meu próprio sangue....
Meu único apoio, colo, chamem do que quiser, foram 3 amigas e minha mãe.
Nesse dia ela não dormiu, com medo de eu fazer alguma coisa enquanto ela poderia estar dormindo. No dia seguinte, minha amiga estava aqui pra me buscar e me levar à um psiquiatra, o qual eu já havia passado e estava tomando os medicamentos. Fiquei afastada por 15 dias e não sabia que não deveria voltar a trabalhar, voltei normalmente à labuta, porém já não era mais a mesma....
Graças à Deus não ficou uma marca que dê pra perceber, como vocês podem ver. 

Mas a história não parou por ai... Foi apenas a primeira vez.

sábado, 8 de março de 2014

Um dia frio e triste.

Nem sei o que aconteceu comigo hj, nada fiz e nada quero fazer.
Ando pensando demais em alguém e isso me traz tristeza e sdd ao msm tempo. Pelo menos a dor de cabeça passou. Ontem, meu primeiro dia de academia; hj, braços e pernas doloridos. Ms sei que será assim por algum tempo. Espero não desistir antes de conseguir meu intuito,  chegar aos 60 kg e mantê-los.
Ms o dia foi tranquilo, calmo até demais.
Ando procurando a força interna que sei que está aqui dentro de mim, como todos dizem,  ms ainda não vi a luz ou a fechadura, ou a porta que me falaram.
Às vezes acho mesmo que estou louca e que tudo não passa de um lindo sonho,  pq a realidade é bem pior.
Queria ver borboletas azuis e passarinhos voando como antes...

sexta-feira, 7 de março de 2014

A importância da família

 De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo e a segunda causa de mortes mundiais por doença, após doenças coronárias. Os dados são muito preocupantes e refletem o alcance desta doença. Quem sofre com esta condição sabe o quanto é doloroso e incapacitante, mas o sofrimento não é exclusivo de quem tem depressão, é também dos familiares e das pessoas mais próximas, que sofrem por ver um ente querido doente e muitas vezes também sofrem por não saber como lidar com a doença. Mas qual é o papel da família? O que fazer para ajudar alguém com depressão?

 A família é fundamental, é nela que o paciente vai encontrar apoio e conforto, reuni algumas dicas para familiares de pessoas com depressão. 


 Vamos a elas:

1. A atitude mais importante é assegurar que a pessoa com depressão esteja em tratamento com um médico psiquiatra da confiança da família e do paciente. Procure ajuda, não espere a doença piorar.
2. Paciência é fundamental, muitas vezes a convivência com pessoa deprimida fica muito difícil, é preciso ser paciente.
3. Entenda que depressão é uma doença, a pessoa não está neste estado porque escolheu estar assim. Por isso o tratamento com médico psiquiatra é tão importante.
4. Saiba ouvir, por mais cansativo que seja, é importante dar atenção à pessoa deprimida, mostre a ela que você entende que ela passa por um momento difícil e destaque a importância de cumprir o tratamento conforme as orientações médicas.
5. Respeite. É importante saber respeitar o momento do paciente, claro que você pode incentivar a pessoa a fazer alguma atividade, mas caso ela recuse, respeite este momento. O que parece muito simples para uma pessoa saudável pode ser insuportável para quem está deprimido.
6. Acompanhe o tratamento, esteja sempre em contato com o médico, avise-o se perceber mudanças bruscas. Verifique se a pessoa está seguindo o tratamento.
7. Informe-se sobre a doença, leia bastante: sobre os tratamentos, livros, depoimentos de quem já passou por esta situação.
8. Em momentos muito difíceis, em que você está esgotado e não sabe mais o que falar, ofereça seu carinho, um abraço pode ajudar.
9. Não esqueça de você. Cuide-se, tenha um tempo só para você e faça isso sem culpa.


Fonte: IPAN

quinta-feira, 6 de março de 2014

Um dia de cada vez....

Bom dia.
Tive um carnaval razoavelmente movimentado,  andei mto na praia e na beira da água (como eu adoro), conversei quase o dia inteiro (como antigamente), dei risadas, durmi pouco, recebi visita. Foram 3 dias diferente e especiais. Senti a calmaria aqui dentro de mim.
Porém tenho que  viver um dia após o outro e de cada vez, ontem me senti tão sem forças que durmi praticamente o dia inteiro. E hj, não quero sair da cama.
Sinto um vazio, sinto vontade de chorar mto. Mta dor de cabeça. Totalmente desmotivada. Peço à Deus que isso melhore em poucos minutos, pois queria começar a academia hj.
Sozinha, vazia, triste. Por enquanto assim está sendo o meu dia, ms sei que vai melhorar ( ou piorar).
Não quero pensar negativamente,  hj é dia de terapia e estou com sdds da minha psicóloga, me deixa à vontade e acho mesmo q me identifiquei com ela.
São 11:45, estou sem fome, com dor de cabeça e sem vontade de sair da cama ou desse quarto escuro, mas vou tentar pq sei q muito depende de mim.
Pq tudo principia na própria pessoa.