quinta-feira, 3 de abril de 2014

A primeira vez....

   Bom, apesar de saber que estou expondo por demais minha vida, acho que as pessoas precisam saber como é esse sentimento que nos leva à fazer loucuras.
Aquele foi um dia normal de trabalho, apesar de eu não estar normal. Durante o horário de trabalho por diversas vezes, me escondi para enxugar as lágrimas que escorriam sem eu querer. Não havia motivo de estar triste, eu apenas estava. A única que estava percebendo meu estado frágil e triste era a Patrícia, minha companheira de trabalho. A única que percebeu minha desmotivação, meu descontentamento, não com o trabalho mas com a vida.
Cheguei em casa normalmente como em todos os dias, fiz as coisas de sempre a não ser, dar tanta atenção à minha Coisinha, minha sobrinha. Se não fosse ela, por ela...
Me deitei e não queria conversar com ninguém, só queria ficar no escuro, pq dentro de mim existia uma vazio, um buraco, uma escuridão, uma tristeza que eu nunca havia sentido antes. Mesmo quando minha sobrinha entrou no quarto pra falar algo sobre a escola, pra mim teve importância.
Nunca gostei de chorar na frente de ninguém, nunca gostei de mostrar esse meu lado frágil, talvez seja por isso que muita gente se assustou com meu ato. 
Naquele dia tudo o que eu queria era sumir, desaparecer, acabar com  aquela sensação de desespero sem motivo, frustração, todos os sentimentos ruins reunidos na mesma hora. 
Minha pequena sobrinha me perguntou pq eu estava à chorar, mas eu não sabia o que dizer então, apenas a puxei pra perto de mim e fiquei abraçadinha, de conchinha, pra ver se passava aquele turbilhão de sentimentos.
Me sentia tão sozinha e não estava acostumada à isso, pois sempre tive um homem, um companheiro, um cúmplice, que era capaz de me fazer sorrir mesmo chorando. 
De repente, minha coisinha deitou-se em sua cama para dormir, pois no dia seguinte às 6 da manhã deveria levantar para a escola.
Então, continuei no escuro, chorando, me sentindo um lixo... Ela logo pegou no sono e eu não fiz barulho para não perturbar o sono da criança que era a única que iluminava minha vida, mas naquele dia não estava sendo assim... Acho que eu estava mesmo muito voltada pra dentro de mim e não estava enxergando minha princesa.
Senti que tinha que fazer algo pra acabar com aquilo, acabar com o que eu estava sentindo. Levantei da cama de repente e já tinha na mente o que deveria ser feito. Peguei meu barbeador, abri, tirei a lâmina e comecei a cortar o meu pulso.... Só que quando começou a arder eu olhei pra única pessoa que me fazia feliz, minha coisinha de Jesus. Foi quando eu parei e corri para o banheiro. Para lavar o que ainda não estava escorrendo.
Logo minha mãe percebeu que havia algo de errado e foi atrás de mim, eu falei que não era nada, mas MÃE tem um sexto sentido mais apurado do que qualquer mulher. Chamou minha cunhada, revirou o quarto e acho a lâmina. Me perguntando pra quê era aquilo, pq eu estava com uma lâmina de barbear embaixo do travesseiro. Logo, o desespero se instalou nela e ela ligou pra minha melhor amiga, que veio correndo... 
Levei um sermão daqueles, mas vi a preocupação no rosto de todos os que me rodeavam e me arrependi. Não me arrependi de ter feito, mas de ter chamado tanta atenção. Na minha cabeça eu já estava pensando num modo de não chamar atenção de ninguém e de não dar a oportunidade de me salvarem.
Esse sentimento de desespero, de tristeza, de vazio, que é diagnosticado como DEPRESSÃO, mas pra muitas pessoa é apenas frescura, falta do que fazer, falta de Deus no coração, falta de ocupação na cabeça ou até mesmo falta de um amor, namorado ou coisa parecida. Podem achar absurdo, mas escutei isso de pessoas que achei que iriam me ajudar, me apoiar, pessoas do meu próprio sangue....
Meu único apoio, colo, chamem do que quiser, foram 3 amigas e minha mãe.
Nesse dia ela não dormiu, com medo de eu fazer alguma coisa enquanto ela poderia estar dormindo. No dia seguinte, minha amiga estava aqui pra me buscar e me levar à um psiquiatra, o qual eu já havia passado e estava tomando os medicamentos. Fiquei afastada por 15 dias e não sabia que não deveria voltar a trabalhar, voltei normalmente à labuta, porém já não era mais a mesma....
Graças à Deus não ficou uma marca que dê pra perceber, como vocês podem ver. 

Mas a história não parou por ai... Foi apenas a primeira vez.

sábado, 8 de março de 2014

Um dia frio e triste.

Nem sei o que aconteceu comigo hj, nada fiz e nada quero fazer.
Ando pensando demais em alguém e isso me traz tristeza e sdd ao msm tempo. Pelo menos a dor de cabeça passou. Ontem, meu primeiro dia de academia; hj, braços e pernas doloridos. Ms sei que será assim por algum tempo. Espero não desistir antes de conseguir meu intuito,  chegar aos 60 kg e mantê-los.
Ms o dia foi tranquilo, calmo até demais.
Ando procurando a força interna que sei que está aqui dentro de mim, como todos dizem,  ms ainda não vi a luz ou a fechadura, ou a porta que me falaram.
Às vezes acho mesmo que estou louca e que tudo não passa de um lindo sonho,  pq a realidade é bem pior.
Queria ver borboletas azuis e passarinhos voando como antes...

sexta-feira, 7 de março de 2014

A importância da família

 De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo e a segunda causa de mortes mundiais por doença, após doenças coronárias. Os dados são muito preocupantes e refletem o alcance desta doença. Quem sofre com esta condição sabe o quanto é doloroso e incapacitante, mas o sofrimento não é exclusivo de quem tem depressão, é também dos familiares e das pessoas mais próximas, que sofrem por ver um ente querido doente e muitas vezes também sofrem por não saber como lidar com a doença. Mas qual é o papel da família? O que fazer para ajudar alguém com depressão?

 A família é fundamental, é nela que o paciente vai encontrar apoio e conforto, reuni algumas dicas para familiares de pessoas com depressão. 


 Vamos a elas:

1. A atitude mais importante é assegurar que a pessoa com depressão esteja em tratamento com um médico psiquiatra da confiança da família e do paciente. Procure ajuda, não espere a doença piorar.
2. Paciência é fundamental, muitas vezes a convivência com pessoa deprimida fica muito difícil, é preciso ser paciente.
3. Entenda que depressão é uma doença, a pessoa não está neste estado porque escolheu estar assim. Por isso o tratamento com médico psiquiatra é tão importante.
4. Saiba ouvir, por mais cansativo que seja, é importante dar atenção à pessoa deprimida, mostre a ela que você entende que ela passa por um momento difícil e destaque a importância de cumprir o tratamento conforme as orientações médicas.
5. Respeite. É importante saber respeitar o momento do paciente, claro que você pode incentivar a pessoa a fazer alguma atividade, mas caso ela recuse, respeite este momento. O que parece muito simples para uma pessoa saudável pode ser insuportável para quem está deprimido.
6. Acompanhe o tratamento, esteja sempre em contato com o médico, avise-o se perceber mudanças bruscas. Verifique se a pessoa está seguindo o tratamento.
7. Informe-se sobre a doença, leia bastante: sobre os tratamentos, livros, depoimentos de quem já passou por esta situação.
8. Em momentos muito difíceis, em que você está esgotado e não sabe mais o que falar, ofereça seu carinho, um abraço pode ajudar.
9. Não esqueça de você. Cuide-se, tenha um tempo só para você e faça isso sem culpa.


Fonte: IPAN

quinta-feira, 6 de março de 2014

Um dia de cada vez....

Bom dia.
Tive um carnaval razoavelmente movimentado,  andei mto na praia e na beira da água (como eu adoro), conversei quase o dia inteiro (como antigamente), dei risadas, durmi pouco, recebi visita. Foram 3 dias diferente e especiais. Senti a calmaria aqui dentro de mim.
Porém tenho que  viver um dia após o outro e de cada vez, ontem me senti tão sem forças que durmi praticamente o dia inteiro. E hj, não quero sair da cama.
Sinto um vazio, sinto vontade de chorar mto. Mta dor de cabeça. Totalmente desmotivada. Peço à Deus que isso melhore em poucos minutos, pois queria começar a academia hj.
Sozinha, vazia, triste. Por enquanto assim está sendo o meu dia, ms sei que vai melhorar ( ou piorar).
Não quero pensar negativamente,  hj é dia de terapia e estou com sdds da minha psicóloga, me deixa à vontade e acho mesmo q me identifiquei com ela.
São 11:45, estou sem fome, com dor de cabeça e sem vontade de sair da cama ou desse quarto escuro, mas vou tentar pq sei q muito depende de mim.
Pq tudo principia na própria pessoa.

domingo, 2 de março de 2014

Cada dia um novo descobrir

Apesar de acordar trd, bom dia pra todos que andam me seguindo.
Tive uma noite bem agradável,  diferente das noites antigas. Minha animação não parece a mesma, realmente tá tudo muito diferente, até o sentir felicidade está mais down, mais calmo. Será que é o efeito do calmante?  Kkkkkkkkk... Não!  Sou eu que andei mudando mesmo.
Estou eu aqui deitada em minha cama tentando escolher entre dormir ou ir até a casa de uma amiga. O sono é gde e se eu deixar, com ou sem calmante, passo o dia inteiro na cama e dormindo.
Tenho e tento me esforçar bastante pra não me deixar a abater pela preguiça e desânimo,  tenho orado muito e agradecido pelos dias, pelo amor de minha família e amigos,  pela proteção me enviada.
Parei um pouco de escrever,  ainda agora, pra assistir a matéria no Esporte Espetacular que falou sobre a depressão. Achei mto interessante a exposição de alguns famosos e os relatos.
Tento lutar a cada dia contra esse vazio,  frustração e desânimo;  tem dias que consigo vencer (a maioria dos dias), tem dias que não.
Mas a vida é assim mesmo e nada melhor do que um dia após o outro.
Agora vou levantar.
Tenham todos um bom domingo.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Como a família pode ajudar um ente querido em depressão?


A  tristeza de não entender o triste



Muitos estudos e textos são produzidos a respeito do sofrimento que um quadro depressivo causa aos pacientes, mas é raro encontrar informações sobre como aliviar a dor de familiares e outras pessoas que acompanham este processo.
Nos atendimentos que realizei percebi muitos  dos sintomas que a familia apresenta frente a quadros de depressão severa de um ente querido. É realmente difícil, para uma pessoa que nunca teve depressão, entender aquela tristeza profunda que aparentemente não tem razão para existir. Neste caso, a sensação de incapacidade toma conta do indivíduo e com ela, é claro, fragilidades cognitivas e pensamentos perturbadores são estimulados.
Não é raro, por exemplo, que o cuidador, em determinado momento, se culpe pela tristeza do outro. Afinal, ele faz parte da vida do paciente e, de várias formas, compartilhou momentos infelizes ao seu lado. Este sentimento gera muita tristeza e acaba por diminuir a força vital que ele teria para ajudar nesta fase tão complicada.
Outra fase, não menos sofrida, é a da irritabilidade. A pessoa acredita que aquilo pode ser “frescura” ou “preguiça” e que nada do que ela faça pode ajudar o doente a melhorar. Este pensamento desencadeia conflitos que são difíceis de amenizar.
Existem também outros sentimentos e eles se manifestam de maneira diferente em cada pessoa, mas os citados acima são os mais comuns e severos.
De qualquer maneira, o importante é que o cuidador entenda que a depressão é uma doença e a tristeza profunda e o desânimo são sintomas que não estão necessariamente relacionados com as pessoas à sua volta. Aceitar esse fato vai tornar o processo menos complicado.
Por isso é importante, quando possível, buscar apoio psicológico também para a família. Isso vai ajudar a todos a enfrentar o problema de maneira menos dolorosa e, consequentemente, refletir positivamente no tratamento do paciente que, além do apoio profissional, contará com o afeto de familiares e amigos esclarecidos sobre a situação.
Seguindo essas orientações,  o quadro depressivo pode ter melhora significativa e a vida retoma seu curso natura. Em muitos casos, com uma família mais fortalecida e feliz.

Psicoterapeuta Cognitiva


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Sentindo....

É estranho ainda estar cada dia de um forma, com um humor. Um dia me sinto completamente sozinha, no outro me sinto bem mas não feliz.
Às vezes uma voz no telefone faz a gde diferença na hora de dormir, qdo não fico preocupada.
Fico me perguntando qdo vou voltar ao normal? A médica diz que em breve, ms esse "em breve" tá demorando demais. Já estou tomando a medicação há 4 meses e sinceramente,  se eu pudesse já estava normal.
É mto chato se sentir assim, carente o tempo todo, chorando, sem ânimo e às vezes eufórica, com raiva do mundo, com raiva de tudo.
Acho que vou comprar um cachorro.  Rsrsrsrs